Após uma acalorada discussão do pobre que nasce coitado e da vítima social, ou do "minha-mãe-disse-que-sim" e por isso é correto e justo julgar apenas por uma atitude, do que foi dito e outrora não-dito, e de um debate que rendeu boas conclusões baseadas no NUNCA... pensei. Não sei quando saí de uma aula depreciativa, portanto nada tensa, sei que saí. E de mim fui para o EU.
Mais fácil ocultar o sujeito nestes casos, os "eus" são menores hoje (construção direta, frase objetivissima). O importante mesmo é pensar.
Daí em diante (e só pode ser assim) e na mesma rua, atravessada 30 vezes, percebi o quanto a burrice tem a ver com a humildade. Explico: não em todos os casos; maior do que a tolice de atravessá-la pela trigésima-primeira, é sentir-se ignorante por não acompanhar meus vários parceiros de ir para o outro lado da rua, independente de onde minha casa está. Ao contrário, como sentir senão humildade/humanidade pelo semelhante incapaz? Foi quando uma alma jovem, com seu barulhento papel sulfite, assustou todos os torcedores presentes. Eis a definição do que eu estava dizendo a princípio, sem princípio nenhum.
Atravessei uma daquelas almas jovens, sem ela perceber, certificando-me de que ela estava segura. Correu. Provavelmente por ter assustado algumas pessoas.
Um gravador. A idéia. Como perder tanto conteúdo em lugar tão imundo?
Desisti de qualquer outra coisa que não me fizesse chegar logo. Vi uma velha, caminhando, lenta, lançando sua pele contra chão. Vi o menino, simpático, fumo na boca e pulmão aos ares.
Parei de ver e constatei: nunca serei uma boa advogada. Advogados estão presos em detalhes, em legislações, estão presos na memória, Fagner. Como eu tão insegura pessoa, de capaciadade falha e sem suporte (como este) para compensá-la, posso tornar-me uma advogada e ainda boa?
Serei para sempre uma acusação. Quem defende, acusa o outro de estar errado. Ô vidinha sem preconceitos, ô vida sem propósito.
Aos amigos, um conselho: se em uma audiência você não tiver alternativas, preste atenção no português. Alegar o que o faz afirmar com tanta voracidade, se não há provas, é ilegal? Embora não seja, nem sei o quanto é relevante, mas sem dúvida, FUNDAMENTAL.
(cúmulo da organização: escrever aqui o que se pode dizer na sexta-feira...
Diga ao Fogaça que papos no elevador são sempre agradáveis, principalmente se forem 6 vezes maiores).
Caro soluciona-dor dos meus problemas, nossas cartas serão editadas e as ilustrações delas terão o próprio concretismo futuro.
O pinto perto da pia. A pia perto do pinto.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
O nosso corpo pede atenção. Sem perceber, viramos chafarizes de sucesso. Tão famosos, esquecemos que quem já pretendeu receber um pouco de algum tempo, pode perceber o que queremos. Agora, portanto, nunca chamaremos atenção. Assim, enforcados pelas melancias em nossos percoços, morremos. Esquecidos.
Treinamento para Jornalista
Todas as oportunidades devem ser aproveitadas; portanto, se uma avenida movimentada decidir que os carros devem parar, atravesse a rua, mesmo que esse não seja o seu objetivo.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Na cama
"Helena nunca teve pai. Não teve quando tinha cinco anos, nem aos sete; Helena não teve pai nem quando foi fecundada. Era uma menina sem o nome do pai que não teve.
Nem a mãe contava histórias; uma vez Helena adoecera e sem pai, morreu na cama."
Nem a mãe contava histórias; uma vez Helena adoecera e sem pai, morreu na cama."
Aos (mesmos) queridos leitores,
"Eu sou o melhor do espaço que eu ocupo."
No meio do caminho eu tive idéias. Sim, eu também as tenho e infelizmente elas vão, na maioria das vezes, pro espaço.
Como nós somos facilmente conquistados por qualquer porcentagem? Tanto faz se são os 55% com pés em formato semelhante ao de um bico de papagaio ou se uma em cada grupo de cem pessoas conta uma piada qualquer e desiste de você. Isso se o Fagner estiver no local.
O fato é que as pessoas gostam de uma "auto-divisão". Perculiar é saber que esses grupos não possuem máximo divisor comum. Nós não lembraremos qual o número de pés com formato de bico de papagaio.
---
Todas as sextas, às tempo-que-eu-perco-não-estudando.
No meio do caminho eu tive idéias. Sim, eu também as tenho e infelizmente elas vão, na maioria das vezes, pro espaço.
Como nós somos facilmente conquistados por qualquer porcentagem? Tanto faz se são os 55% com pés em formato semelhante ao de um bico de papagaio ou se uma em cada grupo de cem pessoas conta uma piada qualquer e desiste de você. Isso se o Fagner estiver no local.
O fato é que as pessoas gostam de uma "auto-divisão". Perculiar é saber que esses grupos não possuem máximo divisor comum. Nós não lembraremos qual o número de pés com formato de bico de papagaio.
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Todas as sextas, às tempo-que-eu-perco-não-estudando.
domingo, 1 de março de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Pessoas inseguras
Ao contrário do que pode parecer a insegurança de que eu estou falando nada tem a ver com armas de fogo ou vícios. Acompanhem meu raciocínio: a insegurança não depende só do bandido. Não, eu não cheguei até este tribunal para defender um criminoso; se ele é culpado que arranje uma boa desculpa e um melhor advogado para alimentar.
Percebi há algum tempo que não ser uma pessoa segura de si (e bota o pleonasmo nisso) e não ter atitudes decididas, prefiro dizer não decidir ter atitudes seguras é sinônimo de "aí o buraco é mais embaixo".
Durante a minha vida conheci e conhecerei pessoas ditas inseguras. Apesar disso elas não assumem essa fraqueza. Podem assumir aos pais que fumam e que já estão viciados em outros tipos de drogas mais pesadas, e isso inclui quase todo o tipo de música pop, que querem casar, ter filhos e serem felizes para sempre ou assumir apenas no testamento. Agora que suas falhas são fruto do que elas mais condenam, de jeito nenhum. O que eu quero dizer é que são pessoas completamente comuns que podem levar ao túmulo essa indecisão toda sem descobrir o real motivo de tanto sofrimento e geralmente não tem algum tique no olho. E também não são ricas. Eu pelo menos nunca conheci um rico inseguro. Nem seguro, mas isso não vem ao caso...
Pessoas indecisas perguntam. Além de saber que horas são, elas precisam saber se você tem certeza disso. Você olha novamente e já não está mais segura dos anos de garantia do seu caro relógio novinho ou de que a qualquer momento o bandido do começo do texto pode arrancá-lo do seu pulso. Pessoas assim dependem do ambiente, das pessoas do ambinete e até da irritante música ambiente do elevador para sentirem alguma segurança. Elas são as "redondamente enganadas", têm medo da chuva, preferem navegar na internet ao mar, não têm sonhos porque jamais vão conquistá-los , são acomodadas.
Eu sinceramente ainda não descobri o que esse tipo de gente quer provar. O que é, heim? Querem garantir a quem? E pior: como podem?!
A insegurança deveria ser diagnosticada como doença grave. E o motivo é óbvio, por isso não vou explicar; disso eu estou segura.
Percebi há algum tempo que não ser uma pessoa segura de si (e bota o pleonasmo nisso) e não ter atitudes decididas, prefiro dizer não decidir ter atitudes seguras é sinônimo de "aí o buraco é mais embaixo".
Durante a minha vida conheci e conhecerei pessoas ditas inseguras. Apesar disso elas não assumem essa fraqueza. Podem assumir aos pais que fumam e que já estão viciados em outros tipos de drogas mais pesadas, e isso inclui quase todo o tipo de música pop, que querem casar, ter filhos e serem felizes para sempre ou assumir apenas no testamento. Agora que suas falhas são fruto do que elas mais condenam, de jeito nenhum. O que eu quero dizer é que são pessoas completamente comuns que podem levar ao túmulo essa indecisão toda sem descobrir o real motivo de tanto sofrimento e geralmente não tem algum tique no olho. E também não são ricas. Eu pelo menos nunca conheci um rico inseguro. Nem seguro, mas isso não vem ao caso...
Pessoas indecisas perguntam. Além de saber que horas são, elas precisam saber se você tem certeza disso. Você olha novamente e já não está mais segura dos anos de garantia do seu caro relógio novinho ou de que a qualquer momento o bandido do começo do texto pode arrancá-lo do seu pulso. Pessoas assim dependem do ambiente, das pessoas do ambinete e até da irritante música ambiente do elevador para sentirem alguma segurança. Elas são as "redondamente enganadas", têm medo da chuva, preferem navegar na internet ao mar, não têm sonhos porque jamais vão conquistá-los , são acomodadas.
Eu sinceramente ainda não descobri o que esse tipo de gente quer provar. O que é, heim? Querem garantir a quem? E pior: como podem?!
A insegurança deveria ser diagnosticada como doença grave. E o motivo é óbvio, por isso não vou explicar; disso eu estou segura.
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