O pinto perto da pia. A pia perto do pinto.

domingo, 21 de junho de 2009

Volto a falar de Helena.

domingo, 3 de maio de 2009

DESABAFO aos amigos

Eu não peço que me coloquem pra baixo, nem pelos que só lembram de mim quando pensam precisar; sem conveniência, muito menos convivência; quero que se afastem cada vez mais os ausentes, também os presentes que deixarão de ser em breve e em "não tão breve assim". Não quero mais saber se são coitados, se confiam um pouco, se pretendem nunca perder o contato, porque "pretender" é um pensamento otimista e disso basta os que me elogiam sem eu merecer. Não concordem, colegas, se for pra me agradar e nem discordem, pelo mesmo motivo. Errem. Aprendam. Apontem. E só o seja, se quando questionado sobre o que ser , ter todas as palavras menos a que se espera. Eu SÓ preciso de amigos; quando eu precisar. E se perco algum ou percebo que nunca tive, perco parte de mim.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Língua

Eu gosto da língua que eu gosto
porque eu aposto que você vai embora
e se eu desgosto, você não demora
E a língua que eu gosto, me gosta também.
Se eu gosto da língua que eu gosto,
e se dança é língua, tem língua pra dança
e quaisquer outras têm.
Eu gosto da língua que eu gosto
Eu gosto da língua que eu gosto
foi assim que eu gosto, que eu nasci
eu gosto da língua daqui
E se o que eu gosto é da língua do morro
ou gosto da língua afinal
a língua que fica, sou eu quem morro
E se o que eu gosto é fatal.

Minhas melhores produções são as do não asfalto - perífrase

Após uma acalorada discussão do pobre que nasce coitado e da vítima social, ou do "minha-mãe-disse-que-sim" e por isso é correto e justo julgar apenas por uma atitude, do que foi dito e outrora não-dito, e de um debate que rendeu boas conclusões baseadas no NUNCA... pensei. Não sei quando saí de uma aula depreciativa, portanto nada tensa, sei que saí. E de mim fui para o EU.
Mais fácil ocultar o sujeito nestes casos, os "eus" são menores hoje (construção direta, frase objetivissima). O importante mesmo é pensar.
Daí em diante (e só pode ser assim) e na mesma rua, atravessada 30 vezes, percebi o quanto a burrice tem a ver com a humildade. Explico: não em todos os casos; maior do que a tolice de atravessá-la pela trigésima-primeira, é sentir-se ignorante por não acompanhar meus vários parceiros de ir para o outro lado da rua, independente de onde minha casa está. Ao contrário, como sentir senão humildade/humanidade pelo semelhante incapaz? Foi quando uma alma jovem, com seu barulhento papel sulfite, assustou todos os torcedores presentes. Eis a definição do que eu estava dizendo a princípio, sem princípio nenhum.
Atravessei uma daquelas almas jovens, sem ela perceber, certificando-me de que ela estava segura. Correu. Provavelmente por ter assustado algumas pessoas.
Um gravador. A idéia. Como perder tanto conteúdo em lugar tão imundo?
Desisti de qualquer outra coisa que não me fizesse chegar logo. Vi uma velha, caminhando, lenta, lançando sua pele contra chão. Vi o menino, simpático, fumo na boca e pulmão aos ares.
Parei de ver e constatei: nunca serei uma boa advogada. Advogados estão presos em detalhes, em legislações, estão presos na memória, Fagner. Como eu tão insegura pessoa, de capaciadade falha e sem suporte (como este) para compensá-la, posso tornar-me uma advogada e ainda boa?
Serei para sempre uma acusação. Quem defende, acusa o outro de estar errado. Ô vidinha sem preconceitos, ô vida sem propósito.
Aos amigos, um conselho: se em uma audiência você não tiver alternativas, preste atenção no português. Alegar o que o faz afirmar com tanta voracidade, se não há provas, é ilegal? Embora não seja, nem sei o quanto é relevante, mas sem dúvida, FUNDAMENTAL.

(cúmulo da organização: escrever aqui o que se pode dizer na sexta-feira...
Diga ao Fogaça que papos no elevador são sempre agradáveis, principalmente se forem 6 vezes maiores).

Caro soluciona-dor dos meus problemas, nossas cartas serão editadas e as ilustrações delas terão o próprio concretismo futuro.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O nosso corpo pede atenção. Sem perceber, viramos chafarizes de sucesso. Tão famosos, esquecemos que quem já pretendeu receber um pouco de algum tempo, pode perceber o que queremos. Agora, portanto, nunca chamaremos atenção. Assim, enforcados pelas melancias em nossos percoços, morremos. Esquecidos.

Treinamento para Jornalista

Todas as oportunidades devem ser aproveitadas; portanto, se uma avenida movimentada decidir que os carros devem parar, atravesse a rua, mesmo que esse não seja o seu objetivo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Na cama

"Helena nunca teve pai. Não teve quando tinha cinco anos, nem aos sete; Helena não teve pai nem quando foi fecundada. Era uma menina sem o nome do pai que não teve.
Nem a mãe contava histórias; uma vez Helena adoecera e sem pai, morreu na cama."