O pinto perto da pia. A pia perto do pinto.

domingo, 1 de março de 2009

Fizeram eu perder a vontade de escrever.

(Agradeçam, meus fiéis leitores)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pessoas inseguras

Ao contrário do que pode parecer a insegurança de que eu estou falando nada tem a ver com armas de fogo ou vícios. Acompanhem meu raciocínio: a insegurança não depende só do bandido. Não, eu não cheguei até este tribunal para defender um criminoso; se ele é culpado que arranje uma boa desculpa e um melhor advogado para alimentar.
Percebi há algum tempo que não ser uma pessoa segura de si (e bota o pleonasmo nisso) e não ter atitudes decididas, prefiro dizer não decidir ter atitudes seguras é sinônimo de "aí o buraco é mais embaixo".
Durante a minha vida conheci e conhecerei pessoas ditas inseguras. Apesar disso elas não assumem essa fraqueza. Podem assumir aos pais que fumam e que já estão viciados em outros tipos de drogas mais pesadas, e isso inclui quase todo o tipo de música pop, que querem casar, ter filhos e serem felizes para sempre ou assumir apenas no testamento. Agora que suas falhas são fruto do que elas mais condenam, de jeito nenhum. O que eu quero dizer é que são pessoas completamente comuns que podem levar ao túmulo essa indecisão toda sem descobrir o real motivo de tanto sofrimento e geralmente não tem algum tique no olho. E também não são ricas. Eu pelo menos nunca conheci um rico inseguro. Nem seguro, mas isso não vem ao caso...
Pessoas indecisas perguntam. Além de saber que horas são, elas precisam saber se você tem certeza disso. Você olha novamente e já não está mais segura dos anos de garantia do seu caro relógio novinho ou de que a qualquer momento o bandido do começo do texto pode arrancá-lo do seu pulso. Pessoas assim dependem do ambiente, das pessoas do ambinete e até da irritante música ambiente do elevador para sentirem alguma segurança. Elas são as "redondamente enganadas", têm medo da chuva, preferem navegar na internet ao mar, não têm sonhos porque jamais vão conquistá-los , são acomodadas.
Eu sinceramente ainda não descobri o que esse tipo de gente quer provar. O que é, heim? Querem garantir a quem? E pior: como podem?!
A insegurança deveria ser diagnosticada como doença grave. E o motivo é óbvio, por isso não vou explicar; disso eu estou segura.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O tempo do café

Helena carregava nas orelhas um par de tranças que só dependiam de um laço e das pequeninas mãos da menina para deixarem de ser tranças. Ela corria em direção ao quarto da avó e sem se dar conta que quase derrubara a cristaleira da sala de estar, apoiava-se na moldura do espelho para refazer suas trançarolas. Helena poderia ficar o dia inteiro desfazendo e refazendo seu penteado como se ela fosse capaz de coser e não deixar marcas, brincando com seu fino e já ralo cabelinho, mas todo o processo desde a escolha da cor da fita para amarrar até a sua contemplação que era o sinal de que ela e a avó já poderiam sair para caminhar, duravam apenas o tempo de preparar o café. Dali em diante a menina só enrolava em frente ao espelho.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Colégio ou escola?

PRECISO escrever sobre isso. Talvez como um desabafo e principalmente por livrar a minha pele da responsabilidade, da obrigação e da própria consciência (que não deixa de ser MINHA também). Assistimos hoje, eu e dois amigos, um documentário que mostra a real situação do ensino ou dos estabelecimentos que deveriam fazê-lo no nosso país, o Brasil. A sensação de impotência grita diante de jovens que alegam que até os mais ricos roubam -estes que quando chamavam a sua atenção denunciavam ao professor o resto da classe que bagunçava; ou a precária condição dos ônibus que levam estes alunos a uma cidade com escolas de ensino médio e toda a FALTA DE HIPOCRISIA característica de um filme deste gênero. O que mais choca não são os livros didáticos que nunca chegam, a merenda que francamente serve como refeição diária para estas crianças, nem a diferença social entre jovens que formam a elite de São Paulo e aqueles que conseguem de alguma forma desconhecida um VINÍCIUS que educa, em Pernambaco, terra natal do excelentíssimo senhor nosso presidente. A dó, bem longe de qualquer nota musical e de alguma faculdade pública, que eu sinto agora é que tudo isso é resultado do descaso. E nós somos obrigados a concordar que na nossa TV (de plasma, devo acrescentar a diferença entre colégio e escola dá nó na garganta; só quem sentiu isso pode dizer como sufoca. E ainda pior é que não sabemos se a atual situação do ensino do Brasil serve como estímulo ou se o melhor é gargalhar, eu, como parte da rede pública. Porque com criança, meu senhor, com criança não se brinca.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A minha língua...

Pensei que estivesse doente. E prometo que se for verdade, ficarei bem. Ultimamente ando desconfiando muito das coisas... e dos doentes.
Falaram que viver em tal século ou ser filha de um farmacêutico falecido não são definições muito claras. E posso explicar: eu falei.
Acho que uma pessoa SIGNIFICA o que ela faz. Mesmo que seja ter medo de peixes e achar que eles estão bons lá no aquário, só lá.
Falaram também que pessoas doentes precisam de ajuda, de um psicólogo bom, bonito e barato. Falaram dessa vez que eu sou teimosa por não acreditar.
Continuei andando...


É a língua que eu falo. Mais ou menos assim: se alguém está assisindo alguma apresentação e acha que sabe mais sobre a piada que o humorista contou, vai rir mais alto pra mostrar pra outra pessoa (que talvez tenha algo em comum por saber essa possível informação) que entendeu.

Acho que preciso mesmo de ajuda. Dessa vez EU FALEI que posso mudar de ideia...(sem acento);D

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Entre aspas...

Se alguns assuntos fossem discutidos com OBJETIVIDADE, teríamos soluções em maior número. Claro, sujeitas a erros; mas ainda assim soluções. O que não devemos fazer é achar que temos em nossas mãos todas as respostas do mundo e que as linhas delas nos dizem se teremos sucesso em nosso futuro profissional ou quantos anos ainda temos para viver.
É claro que todo o mundo um dia já acreditou em papai-noel, já pediu ao São Longuinho que encontrasse algo que perdeu, já pediu perdão, já acreditou com toda a verdade algo que seria impossível de acontecer... e se não acreditou, mesmo quando ainda era criança, e está vivo até hoje, você provavelmente é uma exceção dessa regra. Nós precisamos ACREDITAR em algo que nos conforte. Ou mesmo para ficarmos cegos por alguns instantes.
Estes questionamentos de que estou falando, sinceros e honestos, devem começar por nós mesmos: serão reveladas verdades - não verdades absolutas e temos que aprender a aceitar outras respostas, mesmo que elas sejam o oposto do que nós ouvimos durante a nossa vida inteira. ACHO que isso não significa dizer que você deve ter certeza dos seus sentimentos, das suas definições, dos seus princípios, das suas crenças... mas saber o quanto VOCÊ É RELATIVO é fundamental.
Não é difícil ouvir alguém que fala o tempo todo sentado em um divã, e fica menos difícil ainda se esse alguém é você. DISCUTA-SE.

(continua)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ó que saudade do Luar da minha terra...

Eu não sei quem lê isso aqui. Pretendo começar a escrever mais e do meu jeito, cada vez mais.

"Havia um espelho enorme com moldura trabalhada, os cupins como se soubessem do valor - sentimental, que aquele objeto possuia, afastavam-se desta que o envolvia. E o espelho agora estava tão quente por ser abraçado pela madeira velha que poderia queimar, isso se Helena em sua troca de tiaras colocasse nele uma de suas mãozinhas. Duas tiaras. O espelho de tanto ver gente e gente quase só de esqueleto, gente feita de chapéu, gente de verdade, mas que parecia uma boneca, cansou-se. Decidiu que só Helena poderia ver-se refletida em seus encantos; porque espelho, minha gente, é o que há de mais encantador. E lá, havia um deles. "